Para poder rir verdadeiramente devemos estar disponíveis para apanhar a nossa dor e brincar com ela.
Charlie Chaplin
A Passagem
Acabamos, perdidos, por aguardar a chegada da lufada passageira, que trará não só o tempo veloz, mas também a cegueira inabalável.
Oxalá,
o meu futuro aconteça.
E vai acontecer. Este ano vou querer viver sobre todas as peripécias que me surgirão. Sobre todas as limitações e aparentes felicitações. Vou querer que esta seja, finalmente, a altura da minha vida.
Muito bom ano, meus caros.
E vai acontecer. Este ano vou querer viver sobre todas as peripécias que me surgirão. Sobre todas as limitações e aparentes felicitações. Vou querer que esta seja, finalmente, a altura da minha vida.
Muito bom ano, meus caros.
Identificação Emotiva
Se pudéssemos nascer vividos, penso que preferíamos aceitar esse dom, em detrimento de acarretar com as aparentes preocupações repousadas. Nasceríamos assim, e continuaríamos a viver assim; envolvidos no ócio que desde sempre nos integrou, mas que por sinal teimamos em suspender, para que, em tempos projectados por nós próprios, consigamos aclamar-nos, também nós, de vividos.
Entretemos, então, a nossa desejada recreação, sem nos convencermos que a partir daí, já não somos nós os entretidos, mas antes a razão que nos guiava, porque no fundo, já não guia. Disfarçamos a nossa formação desintegrada, e desembrulhamo-nos de preconceitos que temos em relação a outrem, pois também nós somos medíocres. Na verdade, também nós queremos chegar à melodia adequada às nossas mentes, que nos afaste de ambientes hostis e nos leve à meta final.
Por fim, nada daquilo que nos parece sensato acaba por nos encher completamente. Apenas esperamos por, um dia, acreditarmos que fomos capazes de nos identificarmos.
Entretemos, então, a nossa desejada recreação, sem nos convencermos que a partir daí, já não somos nós os entretidos, mas antes a razão que nos guiava, porque no fundo, já não guia. Disfarçamos a nossa formação desintegrada, e desembrulhamo-nos de preconceitos que temos em relação a outrem, pois também nós somos medíocres. Na verdade, também nós queremos chegar à melodia adequada às nossas mentes, que nos afaste de ambientes hostis e nos leve à meta final.
Por fim, nada daquilo que nos parece sensato acaba por nos encher completamente. Apenas esperamos por, um dia, acreditarmos que fomos capazes de nos identificarmos.
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